20 de fev de 2016

O tempo vale muito mais que dinheiro!



Dizer sobre o "tempo" depende muito de como está sendo seu dia, como vai ser ou como foi.
Se você esperá algo que ainda vai acontecer, certamente vai ter a sensação de que vai ou está demorando mais, certo? Diz ai eu sei que já passou por isso, rs. Certo? Dizem que "o tempo é o dono da razão" "Com o tempo tudo passa" "Com o tempo tudo melhora" entre outras citações.
Mas e você, acredita nisso?
Mas o tempo também pode ser ruim, Com o tempo, sua mãe "vai embora", e sabendo disso, certa vezes você quer que o tempo pare, naquele momento em que você está juntinho com sua mãe, ali feliz, dando gargalhadas e fazendo brincadeiras. Mãe não tem limite,é tempo sem hora, luz que não apaga
quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade.
Marcio Vinicius Oliveira

Você acredita que "Tempo é dinheiro" ?
Vai mudar de ideia depois de ler isso:
Perder tempo não é como gastar dinheiro. Se o tempo fosse dinheiro, o dinheiro seria tempo.
Não é. O tempo vale muito mais do que o dinheiro. Quando morremos, acaba-se o tempo que tivemos. Quando morremos, o que mais subsiste e insiste é a quantidade de coisas que continuam a existir, apesar de nós.
O nosso tempo de vida é a nossa única fortuna. Temos o tempo que temos. Depois de ter acabado o nosso tempo, não conseguimos comprar mais. Quando morreu o meu pai, foi-se com ele todo o tempo que ele tinha para passar conosco. As coisas dele ficaram para trás. Sobreviveram. Eram objetos. Alguns tinham valor por fazer lembrar o tempo que passaram com ele - a régua de arquiteto naval, os relógios - quando ele tinha tempo.
As pessoas dizem «time is money» para apressar quem trabalha. A única maneira de comprar tempo é de precisar de menos dinheiro para viver, para poder passar menos tempo a ganhá-lo. E ficar com mais tempo para trabalhar no que dá mais gosto e para ter o luxo indispensável de poder perder tempo, a fazer ninharias e a ser-se indolente.
A ideologia dominante de aproveitar bem o tempo impede-nos de perder esses tempos. Quando penso no meu pai, todas as minhas saudades são de momentos que perdi com ele. Uma noite, numa cabana no Canadá, confessou-me que o único filme de que gostava era «Um Peixe Chamado Wanda«. Todos os outros eram uma perda de tempo. Perdemos a noite inteira a falarmos e a rirmo-nos disso. Ainda hoje tem graça. 
Miguel Esteves Cardoso,

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